terça-feira, 8 de setembro de 2009

Imagem lapidada

Saiba como fortalecer a carreira criando sua marca própria
Por Fernanda Bottoni

Criar uma marca pessoal consistente pode ajudá-lo a ser reconhecido com mais facilidade por suas qualidade profissionais. A construção é muito semelhante à da marca de uma empresa ou de um produto.

Em primeiro lugar, a marca precisa refletir para o mundo aquilo que o produto - ou pessoa, neste caso - de fato é em essência. Em outras palavras, na hora de criar a sua marca, você precisa comunicar aquilo que você sabe, tem ou pode oferecer ao chefe, à empresa ou ao cliente. Um banco tradicional, por exemplo, dificilmente ficaria bem tentando vender a imagem de uma empresa de internet moderninha, ou vice-versa. Com as pessoas, ocorre o mesmo. Se você tem um perfil conservador, dificilmente conseguirá parecer natural falando gírias e vestindo jeans e tênis. O inverso é igualmente verdadeiro. Por essas é que os especialistas no assunto são unânimes ao afirmar que todo bom trabalho de construção de marca começa com um processo de autoconhecimento. "Quem não se conhece suficientemente bem pode cometer o erro de vender um conceito que não consegue entregar na prática", diz Dennis Giacometti, presidente da agência de propaganda de branding Giacometti Propaganda, de São Paulo.

Veja a seguir as principais dicas para descobrir suas características mais marcantes e divulgá-las com eficiência:


Discurso adequado
: A adequação do discurso segue a mesma regra da imagem. Se você tentar mudar demais seu estilo, não vai conseguir convencer ninguém.

Autoconhecimento
: Antes de criar sua marca pessoal, é preciso conhecer bem suas características, sua motovação, seu potencial e seu diferencial. Ou seja, é preciso saber muito bem quem você é antes de identificar a marca e a mensagem que quer passar para o mercado. Segundo os especialistas, uma marca pessoal eficiente não pode ser apenas uma casca que o profissional veste quando convém. "A marca pessoal é resultado do conjunto de fala, imagem e ação de uma pessoa", diz Silvio Celestino, diretor da Enlevo, consultoria de marketing estratégico e pessoal, de São Paulo. Portanto, é fundamental que sua marca tenha consistência e reflita, de fato, o que tem a oferecer de melhor.

Excelência e referência
: Outro item essencial para construir uma marca pessoal eficiente é conhecer muito bem o meio em que você está. Converse com colegas de trabalho ou amigos de outras companhias, do setor em que atua e dos concorrentes. Além de ter conhecimento, o profissional precisa saber verbalizá-lo. Por exemplo, ofereça ajuda a colegas que tenham dificuldadesnuma área que você conhece bem. É uma boa forma de fazer marketing pessoal. Quem divulga bem sua marca muitas vezes consegue se tornar referência em algum assunto.

Imagem sob medida
: Antes de se candidatar a qualquer vaga é importante conhecer a cultura, os princípios e os valores da empresa para a qual pretende trabalhar. Basicamente porque, com as informações, você poderá adequar, na medida do possível, sua aparência e seu discurso. Para saber como se vestir para uma entrevista, procure observar como os funcionários da empresa se vestem. "É verdade que, se vocês estiver num processo seletivo para uma vaga de gerente num banco tradicional, terá mais chances de usar terno e gravata", diz Silvio, da Enlevo. "No entanto, se você estiver visivelmente desconfortável no terno, por mais que se esforce, não vai convencer o entrevistador de que essa é a vaga ideal para você", diz ele.

Plano de negócios
: Aplicar alguns conceitos de plano de negócios ao direcionamento da carreira também ajuda na definicção da marca pessoal. "Com frequência, as pessoas montam um plano de negócios para uma empresa. Raramente, fazem o mesmo para a carreira", diz Renata Rocha, consultora da Robert Wong Consultoria Executiva. Segundo Dennis, da Giacometti, vale a pena estabelecer metas quantitativas e qualitativas para a sua marca pessoal. Por exemplo, se você quer alcançar um cargo num determinado período, faça um planejamento. Pense quantos contatos você precisa ter, de que forma vai obtê-los, que cursos ainda tem de fazer, por quais cargos ainda precisa passar. "Tenha indicadores estatísticos para acompanhar sua evolução", diz Dennis.

Matéria publicada na revista Você S/A, na seção Carreira, na edição de julho de 2009.


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O que é mais importante, Propaganda ou Relações Públicas?

Este mês, o conhecido guru de Marketing Al Ries, inventor do termo posicionamento e autor de vários livros entre os quais Marketing de Guerra, estará lançando o livro The Fall of Advertising & The Rise of PR (em português, "A queda da Propaganda e o crescimento de Relações Públicas"), onde menciona que Relações Públicas tem se tornado a mais poderosa arma de marketing.

De acordo com o autor, RP cria novas marcas no mercado, enquanto a propaganda é uma espécie de mecanismo de defesa para marcas já estabelecidas. Sem falar no fato que lançar produtos através de Relações Públicas reduz substancialmente os custos de marketing.

Diz ainda o autor: se você está lançando um produto totalmente inovador como Viagra ou Botox no mercado ou o filme O Homem-Aranha, um programa de Relações Públicas é absolutamente imbatível. Mas se você está introduzindo mais uma cerveja no mercado ou um novo sabonete, você precisa mesmo é de uma boa campanha de propaganda.

O único problema é que relações públicas é uma incompreendida. E é pelo pouco conhecimento do assunto que a atividade de Relações Públicas no Brasil é ainda incipiente, embora seu potencial seja imenso.

Só para dar uma idéia, o mercado mundial de Relações Públicas foi da ordem de US$ 4.31 bilhões em 2001, de acordo com o Council of Public Relations Firms. No Brasil, não chegou aos US$ 50 milhões, o que corresponde à receita de uma grande agência de Relações Públicas só no seu escritório de Nova York. O principal motivo é que pouca gente sabe o que RP pode fazer pela sua empresa:

- Planejamento estratégico da comunicação corporativa (imagem da empresa)
- Comunicação dirigida aos diversos públicos com que a empresa se relaciona: acionistas, funcionários, parceiros comerciais, associações de classe, comunidade, formadores de opinião, consumidores, governo, público em geral.

- Relações com a Imprensa

- Administração de Crises


Em outras palavras, Relações Públicas é toda a administração da reputação, da imagem da empresa junto aos seus diversos públicos. Alguma empresa pode prescindir de relacionar-se bem com os seus funcionários? Seus parceiros comerciais? Com a comunidade? Com a Imprensa? Relações Públicas, portanto, cuida do maior patrimônio de uma empresa, a sua reputação.

De acordo com Paul Homes, editor da revista Inside PR, "Enquanto a propaganda é uma importante ferramenta de comunicação, RP é muito mais que isso, é uma caixa de ferramentas, um processo, talvez até mesmo uma maneira de pensar".

Dificilmente uma agência de propaganda vai recomendar uma solução que não envolva a compra de espaço, através do qual a empresa vai expressar seu ponto de vista. RP, ao contrário, é definida pela habilidade de passar mensagens através de uma ampla gama de veículos em espaços cedidos.

Além do que, na propaganda é você quem está falando bem de si mesmo, enquanto através de um bom trabalho de RP você consegue que outros falem bem de você. Aí está também uma de suas maiores vantagens: a credibilidade.

Recente pesquisa feita nos Estados Unidos mostra que 76% dos principais executivos de empresas reconhecem que RP tem se tornado mais importante para eles do que era há cinco anos e 82% a consideram uma função da alta cúpula da empresa. "As empresas, independentemente do seu porte, precisam ter imagem positiva junto às suas comunidades, ou certamente falharão.

"A pesquisa publicada na revista Inside PR vai além: "Estamos indo em direção a um mercado de relacionamento e RP é a melhor maneira de influenciar os seus públicos". É por tudo isso que o mercado de RP está crescendo a respeitáveis taxas, com especial destaque para as áreas de saúde, tecnologia, finanças e relações governamentais.

Mas a verdade é que a comunicação tem vários instrumentos que dependem das necessidades específicas de cada caso, dos públicos que se quer atingir, do prazo, da concorrência, do mercado, dos recursos disponíveis e muitas outras variáveis.

Portanto, nenhuma das disciplinas da comunicação, propaganda, promoções, marketing direto, eventos, relações públicas e outras é a solução única ou a mais importante. Mais importante é praticar o que os principais players do mercado estão fazendo: comunicação integrada.

FONTE - http://www.abracom.org.br/descricao.asp?id=960


Para hoje Bárbara Bilek trouxe a indicação de um ótimo artigo sobre Relações Públicas e Propaganda.


Bom final de semana a todos!

Blogay Floripa - Clicando com a diversidade



Nesta semana será inaugurado mais um espaço na blogosfera, especialmente voltado para o Público GLS. A divulgação acontecerá no evento que ocorre todos os anos nas grandes Cidades do Brasil: A Parada da Diversidade que, neste ano, será no próximo dia 06 de setembro, na Avenida Beiramar Norte, na Cidade de Florianópolis/SC.


O Blogay Floripa faz parte de um projeto monográfico da formanda em jornalismo Fernanda Martinelli, pela Faculdade Estácio de Sá. O projeto conta com a colaboração de diversos profissionais da área de comunicação e jornalismo. O Marketing das Cinco e a profissional que aqui escreve também faz parte da equipe.


O projeto já está sendo divulgado em várias mídias sociais e, além da preocupação em abordar um assunto bastante diversificado para a gloriosa nota 10 no Trabalho de Conclusão de Curso, o planejamento é tornar o Blogay um ponto de encontro entre gays, lésbicas e simpatizantes. Bem como, ser referência para todos os profissionais que pretendem obter como estratégia de mercado, a segmentação.


O Blogay Floripa já está no ar, mas a divulgação oficial será na Parada da Diversidade. Entre lá, atualize-se e faça seus comentários. O maior desafio deste projeto é abordar todos os públicos, especialmente os que ainda veem o Público GLS com preconceitos.


Blogay Floripa - Clicando com a diversidade (clique aqui).

O ponto de encontro de todos os públicos!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Novos cafés.

A partir de hoje o Marketing das Cinco tem o prazer de contar com a colaboração da profissional em Relações Públicas, Bárbara Bilek. Todas as sextas-feiras teremos um bom café sobre Relações Públicas.

Seja bem-vinda ao Marketing das Cinco!

O Profissional de Relações Públicas

Constrói a imagem e estrutura a comunicação de uma organização.


O profissional de Relações Públicas designa diversas funções a serem exercidas em organizações públicas e privadas, cujo objetivo é o equilíbrio entre a identidade e a imagem de uma organização.


As funções realizadas pelo profissional de Relações Públicas são compostas pela comunicação integrada, comunicação com os mais diversos públicos (interno, setorial e externo) e pela comunicação institucional. Utiliza diversos instrumentos e canais de comunicação: jornais, revistas, boletins, rádio, eventos, seminários, encontros, reuniões etc.


Identifica as oportunidades e necessidades de comunicação, por meio de planejamento estratégico e é o profissional que planeja, executa e avalia as políticas de relacionamento da instituição, de maneira ética e estratégica, com todos os segmentos sociais, oferecendo suporte para a adaptação em um ambiente de constante transformação. Trabalhando assim com uma comunicação estratégica e mediada.


Para o desenvolvimento de ações de comunicação realizado por um profissional de Relações Públicas, recém-formado, estima-se os seguinte valores: R$ 1.800,00 (hum mil e oitocentos reais) considerando oito horas diárias de segunda a sexta-feira, para honorários diferenciados se considera o custo do valor por hora trabalhada.


O profissional de Relações Públicas pode ser contratado por um cliente organizacional, ou manter-se no mercado como autônomo realizando trabalhos terceirizados.


Agradeço, de coração, o convite do Marketing das Cinco.
Até a próxima publicação,

Bárbara Bilek.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Produtos para uso de instituições públicas

Sou assessora administrativa em uma empresa de pequeno porte, especializada na industrialização e comércio de produtos para saúde. O carro-chefe da empresa é um detergente composto por enzimas, específico para limpeza de materiais e instrumentos cirúrgicos.

A cartela de clientes é composta por clínicas de pequeno e médio porte e grandes hospitais, particulares e públicos. O maior desafio dos vendedores é padronizar o produto nas instituições públicas. O processo de compra é realizado por meio de licitações e a maioria busca por melhor preço, enquanto o item de menor preço nem sempre garante custo/benefício e qualidade.


Neste contexto, pergunta-se porque há tantos casos de infecção hospitalar por bactérias que muitas vezes acabam levando ao óbito? Para que se possa padronizar o produto, são necessários testes com os instrumentais com bastante sujidade para que os responsáveis possam analisar a eficácia da limpeza. Neste tempo de testes, os vendedores podem observar o estado de má conservação dos instrumentais e os locais inadequados para a higienização, em alguns hospitais públicos e clínicas particulares da Grande Florianópolis e demais regiões brasileiras.

É válido considerar que nem todos os óbitos causados por infecções hospitalares estão diretamente relacionados com a limpeza dos instrumentais cirúrgicos, porém considera-se que todo o processo de higienização dos materiais e ambiente cirúrgico deve ser especialmente elaborado para que não haja complicações futuras.

O objetivo desta matéria é atentar para a aquisição de produtos de qualidade duvidosa, que as instituições públicas insistem em adquirir através dos pregões eletrônicos e presenciais, optando por materiais de menor preço, que não apresentam qualidade comprovada.

Poderia citar alguns hospitais públicos e privados, que não apresentam nenhum programa de qualidade para o setor de Controle de Infecção Hospitalar e que devido a isso apresentam um número grande de infecção por bactérias, mas a ética não me permite. No entanto, deixo a mensagem: de fato nenhum contribuinte terá a oportunidade de verificar os processos de limpeza dos hospitais públicos, mas pode ter voz suficiente para solicitar aos órgãos competentes do governo um pouco mais de atenção.

Como mencionado, esse problema também ocorre nos hospitais e clínicas particulares que, na sua maioria, na Grande Florianópolis, ainda utilizam detergente doméstico para limpeza dos instrumentais, enquanto a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) obriga a utilização dos detergentes à base de enzimas.

Onde está a fiscalização nestas horas? Preocupando-se com pequenos comerciantes, dignos, que estão correndo atrás do "ganha-pão".

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A música na produtividade

Enquanto penso na construção deste artigo, ouço música para desconstruir as ideias e os pensamentos fluem com calma.

A maioria das organizações não permite que seus colaboradores ouçam música, cujo argumento anuncia distração e baixa produtividade. Até que ponto a música de fato atrapalha?

Muitos profissionais utilizam a música como instrumento para que os pensamentos e ideias fluam com naturalidade, sejam os gêneros mais calmos (MPB, newjazz, soul) ou os instrumentais mais pesados (blues, rap, hiphop, rock).
Certamente o local de trabalho não é apropriado para ouvir som alto, mas ambiente. Deve-se ter bom senso na hora de escolher a música, principalmente quando não se tem fones de ouvido, ninguém é obrigado a aceitar seus gostos e a maioria diz que música atrapalha a concentração. Entretanto, o que se observa é que cada vez mais profissionais utilizam a música como instrumento de produtividade. Os gêneros são escolhidos a dedo: com pouco vocal, melodias mais calmas. O som que penetra no subconsciente acalma em momentos de tensão, quando é preciso respeitar prazos. Ainda há aqueles que preferem os sons mais pesados e com vocais, pois absorvem a tensão e acalmam. Cada um a seu modo preenchendo a playlist com as suas músicas favoritas.

Entretanto, para a análise desta discussão é imperativo considerar o ramo/cargo/departamento do profissional. Pois, é válido afirmar que para algumas profissões a música realmente atrapalha, ou não se tem tempo para apreciá-la. Principalmente aqueles que lidam com contabilidade, relatórios financeiros, mercado acionário, economia, ou seja, todos aqueles que trabalham com ciências exatas e, desta forma, precisam de silêncio. Enquanto, há aqueles que por vezes precisam da música para captar ideias e ajudar a pensar: setores publicitários, marketing, ciências humanas que permitem à mente alguma ferramenta para auxiliar na produtividade.

Mas tudo é relativo e, relativo ao momento, aos prazos, ao cargo, ao ambiente e cultura organizacionais. Acredito que a música deve ser tratada como instrumento na produtividade, pois de fato acalma a tensão e o estresse. Não necessariamente durante o horário de trabalho, mas nos intervalos, também. A música pode até atrapalhar, sim. Nos momentos em que a tensão passou do ponto e é necessário silêncio para reorganizar as ideias.

Particularmente adoro ouvir música enquanto trabalho ou realizo alguma atividade. A produtividade melhora e consigo organizar tudo em tempo hábil. E prefiro ao blues quando estou tensa e MPB quando estou calma.

E você, concorda ou discorda que a música auxilia na produtividade? Qual é o seu gênero musical preferido na hora de elaborar alguma atividade profissional?